DEI JEITO

DEI JEITO




Como dizem na gíria,
Estava eu bem fora,
Dando um giro na escola,
E o vento bateu a porta.
Olhei para traz!
A poesia dando cambotas.
Gostei da brincadeira,
Fiz-me aluna interessada,
Escrevi bobagens e frases erradas,
Com jogo de cintura aprendi cambotas dá,
Acabei sendo amada e poesia passei a fabricar.

INFLAÇÃO, POUCO SOBRA...


Hein! Vê se me escuta.
Não vê a minha luta!
Enfrento causa injusta,
Dão-me o pé na bunda,
Nas eleições vem adular.

Sou filho de pedreiro,
Trabalho e não vejo cor do dinheiro,
Tudo pra família sustentar.

Tento ser honesto,
Pago as dívidas e sou correto,
E meia dúzia de vagabundos,
Querem o meu voto comprar.

Eu já conheço toda história,
Como eles vivem de Glória!
É de tanto roubar.

E eu o mais sofrido e carente,
Sem escola, pouco inteligente,
Vivo do meu suor sem de ninguém tirar.

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AMOR SUPREMO


Pousou no meu ombro como um pássaro,
Com o bico acarinhou minha cabeça,
A minha alma abriu portas e janelas,
Entregou-se para sua morada.
Oh, tão grande entrega!
Foram à queda os deuses dos pedestais,
Minha alma recebeu vida,
A morte já não vence mais.