BRUXULEIO

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Sou hoje uma luz bruxuleante,
No final de caminhada,
Tentando não apagar.
Sem consumir energia,
Fazendo economia,
Para a vida prolongar.
Os dias passam apressados,
Sozinha seguindo firme,
 Sem pressa!
Bruxuleando sem desesperar.

 
NATIVA

QUEM QUER ASSUMIR?




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Sem teto e sem pão,
Sem brinquedo,
Sem roupa,
Sem sapato e sem chão.
Ao léo...
Exposto ao vento,
Chuva e lamento,
Desprezo e sofrimento.
No frio cobertor de papelão,
No escuro aos cuidados das estrelas,
A lua testemunha se enche de compaixão,
O universo lamenta tamanha solidão.
De quem serão esses filhos?
Ninguém quer assumir.
Também não me pergunto:
Será que nada tenho a contribuir?
Quem leva mais do que precisa?
Quem pode com esses dividir?
De fininho vou saindo,
Esse problema não é para mim.
Poderia ser meu filho e irmão,
E daí?